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O protoevangelho

Protoevangelho
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O protoevangelho: raízes proféticas e cumprimento redentor – uma jornada bíblica da promessa à redenção

O protoevangelho1, ou o primeiro anúncio do Evangelho, remonta ao início da narrativa bíblica no Livro de Gênesis. Veja a descrição extra para protoevangelho no Dicionário Informal. Ele é revelado em Gênesis 3.15, frequentemente chamado de protoevangelho, onde Deus se dirige à serpente após a queda de Adão e Eva no Jardim do Éden. Nesse versículo, Deus diz:

 E porei inimizade entre ti [serpente - Satanás] e a mulher e entre a tua semente [Satanás e seus seguidores] e a sua semente [o Senhor Jesus Cristo - nasceria de uma mulher]; esta te ferirá a cabeça [ao ressuscitar dentre os mortos para destruir completamente Satanás, o pecado e a morte2 ], e tu lhe ferirás o calcanhar [Jesus foi ferido ao ser crucificado].

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Este versículo é frequentemente interpretado como a primeira promessa de redenção e esperança para a humanidade após a entrada do pecado no mundo, ou seja, o protoevangelho. Ele antecipa a vinda de um Salvador (boa notícia – evangelho), um descendente da mulher, que irá triunfar sobre o mal, representado pela serpente, apesar de sofrer um ferimento temporário (“e tu lhe ferirás o calcanhar”). 

Essa profecia inicial é crucial para a compreensão do plano redentor de Deus ao longo da Bíblia. Ela estabelece a base para a vinda de Jesus Cristo como o cumprimento dessa promessa. No Novo Testamento, várias passagens são interpretadas à luz desse protoevangelho, destacando o papel de Jesus como o cumprimento da promessa feita no Jardim do Éden.

Por exemplo, em Gálatas 4.4,5, Paulo escreve sobre o momento oportuno em que Deus enviou Seu Filho: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.”

O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte caráter messiânico neste versículo.

Outro exemplo encontra-se em Apocalipse 12.9-11, onde a batalha cósmica entre o Dragão e o descendente da mulher é retratada como uma realidade espiritual contínua:

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte.

Comparando Gênesis 3.15 com Apocalipse 12.9-11

Certamente, Gênesis 3.15 e Apocalipse 12.9-11 estão interligados de maneira fascinante, revelando a contínua narrativa redentora presente na Bíblia (protoevangelho e evangelho), centrada em Jesus Cristo e sua vitória sobre Satanás.

Em Gênesis 3.15, é prometido que haverá uma inimizade entre a descendência da mulher e a serpente, com a promessa de que o descendente da mulher ferirá a cabeça da serpente, enquanto esta ferirá o calcanhar do descendente. Esta profecia é entendida, no contexto cristão, como uma alusão à vitória final de Jesus Cristo sobre Satanás, embora ele tenha sofrido temporariamente.

Em Apocalipse 12.9-11, vemos a representação simbólica do Dragão, identificado como Satanás, sendo expulso do céu para a terra. Este trecho descreve a batalha espiritual entre as forças do mal e os seguidores de Cristo. É crucial observar que, nesse contexto, Jesus é retratado como o Cordeiro que venceu o Dragão pelo seu próprio sangue e pelo testemunho dos crentes.

A conexão entre esses versículos é notável na representação simbólica de Jesus como o descendente da mulher em Gênesis 3.15, que triunfa sobre o poder do mal, e em Apocalipse 12.9-11, onde essa vitória é concretizada através do sacrifício de Cristo na cruz. Enquanto em Gênesis há uma promessa inicial da derrota do mal pelo descendente da mulher, em Apocalipse, essa promessa é cumprida e a vitória é proclamada.

Em resumo, tanto Gênesis 3.15 quanto Apocalipse 12.9-11 revelam a presença contínua de Jesus como o protagonista da batalha contra o mal representado por Satanás. Ambos os versículos destacam o papel central de Cristo na redenção da humanidade e na derrota definitiva do inimigo espiritual, cumprindo assim a promessa feita desde os primórdios da história humana.

E a onisciência de Deus para prever (e evitar o protoevangelho) o pecado no Jardim do Éden?

É compreensível que algumas pessoas abordadas durante o evangelismo, especialmente aquelas com um conhecimento mais aprofundado das Escrituras, possam levantar questionamentos sobre a demora aparente na realização da promessa (protoevangelho) feita em Gênesis 3.15. Elas podem expressar incerteza ou perplexidade sobre o motivo de Deus permitir essa longa jornada da humanidade antes da concretização final da destruição de Satanás (questionamentos sobre a onisciência de Deus).

Primeiramente, é importante destacar que a perspectiva temporal de Deus é muito diferente da nossa. O Senhor opera segundo Seu plano divino, que muitas vezes transcende nossa compreensão limitada do tempo e dos eventos. Como mencionado em 2 Pedro 3.8, “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. “

A espera aparentemente prolongada para o cumprimento das promessas divinas não diminui sua certeza ou valor. Cada passo da história humana é parte do plano soberano de Deus para a redenção e restauração da humanidade. A demora não é um sinal de falta de onisciência ou hesitação por parte de Deus, mas parte de Seu desígnio perfeito para permitir que a redenção se desdobre no tempo certo e de acordo com Seus propósitos.

Além disso, a espera não é em vão. Cada período da história oferece oportunidades para a manifestação da graça de Deus, para a reconciliação das pessoas e para o crescimento espiritual daqueles que se voltam para Ele. A longanimidade de Deus é um convite à transformação e arrependimento, permitindo que mais pessoas se beneficiem da salvação oferecida por meio de Jesus Cristo.

Quanto à destruição final de Satanás, é crucial entender que o tempo de Deus é determinado por Sua sabedoria. A demora não é um sinal de fraqueza, mas parte de Seu plano redentor. A completa derrota de Satanás já foi assegurada por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, e o tempo para sua aniquilação final ocorrerá de acordo com a soberania e o propósito de Deus.

Portanto, diante dessas questões e inquietações levantadas, é fundamental manter a confiança na fidelidade e no timing perfeito de Deus, reconhecendo que cada parte da história da humanidade desempenha um papel essencial em Seu plano redentor, culminando na completa vitória de Cristo sobre o mal.

Na prática → Fazendo perguntas

  1. Em um mundo marcado por sofrimento e conflito, você já se perguntou qual a origem de tudo isso?
  2. Diante das dificuldades da vida, você busca por uma esperança, uma luz no fim do túnel?
  3. Você concorda que a humanidade enfrenta desafios como dor, morte, relacionamentos rompidos e distanciamento de Deus?
  4. Você acredita que algo deu errado no começo da história humana, levando a essas consequências?
  5. Já ouviu falar da promessa de Deus feita no Jardim do Éden, logo após a desobediência de Adão e Eva?
  6. Em Gênesis 3.15, Deus declara que haveria inimizade entre a serpente e a mulher, e entre a sua descendência e a descendência dela. Este descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, enquanto a serpente o feriria no calcanhar. Como você interpreta essa passagem? O que ela significa para você?
  7. Como você entende a simbologia presente no protoevangelho?
  8. Qual é o papel central da descendência da mulher no cumprimento do protoevangelho?
  9. Como a promessa de um descendente da mulher esmagando a cabeça da serpente se relaciona com a obra redentora de Cristo?
  10. O que podemos aprender sobre a soberania e o plano redentor de Deus através do protoevangelho?
  11. Como o protoevangelho prefigura a batalha espiritual entre o bem e o mal ao longo da história da redenção?
  12. Como a promessa do protoevangelho oferece esperança para aqueles que estão vivendo em um mundo marcado pelo pecado e pelo sofrimento?
  13. Qual é a relação entre o protoevangelho e outras promessas messiânicas encontradas nas Escrituras?
  14. De que maneira o entendimento do protoevangelho influencia nossa compreensão da natureza e da consequência do pecado humano?
  15. Como o protoevangelho aponta para a necessidade de um Salvador divino e humano?
  16. Em que sentido podemos ver a manifestação do protoevangelho ao longo da história do povo de Deus antes do advento de Cristo?
  17. Como podemos aplicar a mensagem do protoevangelho em nosso testemunho pessoal e ministério evangelístico hoje?
  18. Qual é o impacto transformador que o entendimento do protoevangelho pode ter em nossa vida espiritual e em nossa visão de mundo?
  19. Como o protoevangelho nos encoraja a viver com esperança e confiança na vitória final de Cristo sobre o mal?
  20. Em que aspectos a compreensão do protoevangelho nos desafia a viver uma vida de fé e obediência em meio às adversidades e tentações do mundo atual? Há um fim programado?

1. Protoevangelho (primeiro + evangelho). Não confundir com livros apócrifos… Protoevangelho de Tiago etc.

Algumas referências para o termo protoevangelho: MacArthur, Evangelismo, p. 36Shedd, Evangelização, p. 57, Comentário Bíblico Moody (Comentários em Gênesis 3.15); Comentário Bíblico Cultura Bíblica (Comentários em Gênesis 3.15) entre outros.

2. Bíblia de Estudo Pentecostal (Comentários em Gênesis 3.15);

3. Comentário Bíblico Beacon (Comentários em Gênesis 3.15).

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A missão do Projeto Roteiros Bíblicos é proporcionar materiais educativos que incentivem as pessoas a levarem a sério Mateus 28.19, 20, Marcos 16.15, 2 Timóteo 4.1-4 entre outros.

4 comentários em “O protoevangelho”

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